This is an embedded YouTube video. To view the video here, please agree to download it from the YouTube server by clicking on the image. Personal data may also be transmitted to YouTube in this process. You can find more information here
ARE YOU FOR REAL

Imagine que você está de pé no microestúdio de um artista de rua em Luanda e, no momento seguinte, você se encontra atrás de uma pessoa retirando dinheiro em uma agência da Western Union, em Nairóbi. De repente, você está em um palco, com um jovem poeta declamador em Berlim, e nota pessoas na plateia compartilhando imagens deste momento no Instagram. Você sai daquele bar em Berlim e entra em um espaço de galeria em Lagos e, de lá, ingressa em um universo digital abstrato criado por uma mostra coletiva de arte em Jacarta


Como você compreende e interpreta o que você está vendo e vivendo? A digitalização contínua do mundo impacta a produção cultural. Como isto ocorre? Quando e por que a “REALIDADE” começa, e onde ela termina, se é que termina? Estas questões têm sido exploradas por muitos pensadores – de artistas a cientistas e filósofos – e ganham maior importância no debate atual, conforme as tensões entre o físico e o digital aumentam. Estas tensões criam novas possibilidades de acessibilidade, que não são apenas importantes para o crescimento e manutenção de redes, mas também para o movimento diário de ideias, comissões e dinheiro entre colaboradores globais. Todos estes fatores nunca foram tão preocupantes quanto agora, durante este período de crise mundial. Paradoxalmente, enquanto caminhamos em direção a experiências imateriais, dependemos cada vez mais de infraestrutura física para construí-las – de cabos de fibra ótica a centros de dados.


Um adolescente normal passa cerca de oito horas por dia “conectado”. Algumas pessoas têm milhares de amigos nas redes sociais, e muito da comunicação e interação contemporâneas acontecem em ambientes virtuais. Conceitos como transformação digital, inteligência artificial (IA), realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV) estão continuamente se tornando grande parte de nossas rotinas diárias e práticas culturais. Vídeo games nos expõe mais e mais a universos alternativos e inspiradores, e algoritmos impactam nossas tomadas de decisão, ou até controlam o nosso comportamento. Simultaneamente, nós parecemos assumir ser evidente que vivemos em um mundo que é real e mais fácil do que nunca de alcançar e compreender.


REALIDADE existe em muitos níveis, em diferentes perspectivas e temporalidades.


O que é real sobre um continente inteiro, um país ou uma pessoa? O que é real sobre uma imagem digital apresentada no noticiário ou nas redes sociais? Quais perspectivas são “mais” reais? “REALIDADE” aqui refere-se ao entendimento comum de que devido à constante interconectividade digital, vemos, aprendemos e conhecemos o mundo em “tempo real”.


O projeto online “ARE YOU FOR REAL” aborda o envolvimento e visualização de conexões de pessoas, pensamentos, coisas e lugares – comunicação que acontece através da troca e treinamento de dados. O projeto foca nos aspectos materiais e imateriais do “digital” e em como eles são percebidos através das perspectivas de várias disciplinas: artistas, pesquisadores e codificadores estão incumbidos de criar trabalhos que nos ofereçam o seu entendimento e abordagem da realidade.


Este projeto, em curso é uma plataforma de troca que suporta formatos como exposições, seminários, espaços de arte digital e aplicativos. Ele acontecerá em lugares escolhidos arbitrariamente, tão abrangentes quanto casas de apostas, correios, casinos e centros culturais.


Se por um lado não há a intenção de se formar uma narrativa linear, um fio condutor interliga os eventos e cria momentos de encontro. Tal como em um jogo infantil, no qual uma mensagem é criada, repassada e distorcida pelo sussurro entre um jogador e outro, o resultado é sempre inesperado e imprevisível. Esta abordagem lúdica gera discussões entre perspectivas e conceitos, o que ajuda a explorar as sobreposições e interstícios que conectam áreas, formatos e contextos. 


As obras de artes produzidas transformarão durante o curso do projeto, com a adesão de novos artistas que assumem, adicionam e reagem a elas. Isto significa que certas qualidades de uma exposição itinerante se tornarão visíveis, articuladas através da turnê de pensamentos e das mudanças e vestígios em cada obra.


A abordagem para este projeto desafia o formato de exposições itinerantes de artistas alemães ao redor do mundo, desenvolvido pelo IFA (Institut für Auslandsbeziehungen, Instituto de relações culturais internacionais). “ARE YOU FOR REAL” visa criar um intercâmbio cultural, assim como uma prática co-criativa contemporânea de pensar e fazer exposições. O desafio é desconstruir a inflexibilidade do formato itinerante clássico e explorar outros modelos de colaboração que respondam às questões que fizemos, através de colaboração internacional e nova produção artística. 

Into the Pluriverse
Twitch performance:a black sun rise
20.00 CAT/19.00 CET
a sun.black
Features
Exit room
Enter Room1
Enter Room2
Features
EQUIPE DE PROJETO
Contributors
Mathias Becker
Ruben Bürgam
Imbrahim Cissé
George Demir
Nolan Oswald Dennis
Gertrūda Gilytė
Kidus Hailesilassie
Marcel Heise
Asmaa Jama
Can Karaaglioglu
Zaidda Kemal
Sayaka Katsumoto
Yuyen Lin-Woywod
Luïza Luz
João Renato Orecchia Zúñiga
Nelly Yaa Pinkrah
Théo Pożoga
Ainslee Alem Robson
Xiaoyu Tang
Andi Teichmann
Dior Thiam
Michelle M. Wright
Nushin Isabelle Yazdani
Rasheedah Phillips
Curation
Julia Grosse, Yvette Mutumba, and Paula Nascimento
Project management
Nina Frohm and Sabiha Keyif, Visual Arts Department, ifa
Website conception, design, and technical realisation
Yehwan Song, yhsong.com
Social media communication
Will Fredo Furtado
Translation/Proofreading
Jenifer Evans (English)
Andreia Pugliese (Portuguese)
Camilo Jiménez Santofimio (Spanish)
Myriam Ochoa-Suel (French)
This is an embedded YouTube video. To view the video here, please agree to download it from the YouTube server by clicking on the image. Personal data may also be transmitted to YouTube in this process. You can find more information here
Este trabalho pode ser apreciado com ou sem óculos de realidade virtual.
O idioma usado nesta obra é o inglês, com algumas passagens em alemão
Into the Pluriverse
Nushin Yazdani & Can Karaalioglu
feat. Aylin Karabulut, Dounia Hagenauer, Rafiou Bayor, Tiara Roxanne e Ulla Heinrich
Trabalho de RV
2020
Comissionado e produzido em nome do ifa (Institut für Auslandsbeziehungen)
A realidade existe em muitos níveis, em diferentes perspectivas e temporalidades. O que é real sobre um continente inteiro, um país ou uma pessoa?  
Quando as coisas se tornam reais? Uma perspectiva se torna mais real quando é refletida pelo interesse da mídia? As perspectivas privilegiadas são mais reais do que outras?

Quem pode julgar se algo é real? Quem tem permissão para julgar? Existe uma realidade maior hoje porque podemos experimentar mais perspectivas online? Ou este momento é apenas um breve interlúdio até que as vozes marginalizadas se cansem da onda salgada de ódio que enfrentam, alimentada por sistemas de design injusto e violência algorítmica, e decidam recuar? Como as pessoas estão criando suas/nossas próprias reformas não reformistas em meio à confusão digital-analógica? Quais são as visões positivas de nossas comunidades para futuros pluralistas? Eles podem ser tornar mais realistas quando os compartilhamos?

Com Into the Pluriverse, entramos por um buraco em sete vidas diferentes, lugares diferentes e perspectivas diferentes. Uma a uma, encontramos sete pessoas e vivenciamos como seus pensamentos interagem. Tiara, uma ciberfeminista indígena, acadêmica e artista que investiga encontros entre organizações indígenas e a IA, através da escrita e em performances com têxteis. Aylin, que conduz pesquisas científicas sobre racismo institucional, traz provas e reconhecimento inspirador para muitos. Ulla, que atua como diretora executiva da revista feminista queer Missy Magazine, ao mesmo tempo que desafia constantemente os limites de sua produção de festivais de música e arte fora do convencional. Douniah, uma cantora, compositora e ativista comunitária com grandes visões e uma voz poderosa. Rafiou, um excepcional artista digital e analógico que cria imagens 3D com traços fortes. Can, engenheiro de automação e pesquisador de RV, que explora como a tecnologia impacta identidades e a cultura digital, e Nushin, designer de transformação e artista, cujo trabalho examina tecnologias de IA e justiça social de uma perspectiva intersecional feminista.

Como estes artistas, cientistas e feministas visualizam nosso futuro coletivo? O que eles lutam e desejam? E o que eles têm a dizer um ao outro? Que perguntas surgem dentro deste discurso?
Artistas Apresentados:   Aylin Karabulut é uma pesquisadora de migração e desigualdade da Universidade de Duisburg-Essen. Após completar o seu curso de professora em alemão e ciências sociais, que também a levou para os Estados Unidos e o Brasil, ela concluiu o seu Mestrado de Educação com honras na Universidade de Duisburg-Essen em 2018. Sua tese final sobre as experiências de racismo institucional de estudantes, no sistema escolar alemão, recebeu atenção em toda a Alemanha. Aylin está atualmente trabalhando em um doutorado chamado "Schulische Rassismuskritik" (crítica ao racismo institucional nas escolas).
O poema de Aylin para Into the Pluriverse é lido por Leila Essa, uma estudiosa literária que atualmente leciona no Trinity College Dublin.
Twitter: @_aylinkarabulut

Douniah é uma cantora, escritora e artista visual de Hamburgo e Agadir, radicada em Berlim. A artista interdisciplinar processa sua herança cultural e identidade Amazigh e Alemã em uma mistura de soul, indie e conceitos visuais e sonoros influenciados pela poesia. Em projetos colaborativos com o produtor Fuchy da Kabulfire Records, com High John, bem como com Treibhaus-Kollektiv, ela tem atuado como cantora, produtora, cineasta e narradora. Atualmente, ela está trabalhando em um projeto de música solo, que ouviremos e veremos em 2021.
Instagram: @douniahagenauer

Rafiou Bayor é um artista visual e de 3D de Munique, conhecido por seus traços em negrito e esquemas de cores monocromáticas. Seu trabalho recente é influenciado pela espontaneidade e simplicidade, e inspirado por memórias de infância, desenhos animados, amigos, família, basquete e disparates. Atualmente, ele está focado em desenhar expressões faciais e exagerá-las. Rafiou é parte do dueto 4d.lab, uma plataforma experimental multidimensional para arte visual.
Instagram: @randomrafiou

Tiara Roxanne é uma ciberfeminista indígena, acadêmica e artista, radicada em Berlim, que investiga encontros entre organizações indígenas e a IA. Mais particularmente, ela explora a estrutura colonial embutida em sistemas de aprendizagem de inteligência artificial através da escrita e em performances com têxteis. Atualmente, seu trabalho é mediado pela cor vermelha. Em 2013, ela recebeu o Prêmio Zora Neale Hurston da Universidade de Naropa, onde obteve seu mestrado. Sob a supervisão de Catherine Malabou, Tiara completou sua dissertação, "Recuperando a Indigeneidade: Deiscência Digital e Imanência Territorial," em junho de 2019. Ela é atualmente pesquisadora do DeZIM-Institut.
A faixa de áudio de Tiara para Into the Pluriverse foi desenvolvida pela compositora Abigail Toll.
www.tiararoxanne.com

Ulla Heinrich estudou educação cultural e gestão cultural, e trabalhou por muitos anos em projetos culturais e comunitários com crianças e jovens, antes de se voltar para a gestão de projetos e comunicação. Como uma talentosa nerd musical, ela organiza concertos punk e eventos educacionais gratuitos com seu acervo queer feminista. Ela desenvolve utopias emancipatórias para um futuro feminista junto com artistas, cientistas e ativistas como parte de seu acervo para dgtl fmnsm. Ulla é diretora executiva da Missy Magazine,  a principal revista em língua alemã de pop, politica e feminismo. http://www.digitalfeminism.net
Twitch performance
Thursday, 10 December 2020
a black sun rise, with Lindokuhle Nkosi and Nolan Oswald Dennis: 20.00 CAT/19.00 CET
30 minutes live stream on areyouforreal.ifa.de or via Twitch [areyouforreal_ifa]
This is an embedded Twitch video. To view the video here, please agree to download it from the Twitch server by clicking on the banner. Personal data may also be transmitted to Twitch in this process. You can find more information here
O idioma usado nesta obra é o inglês.
a sun.black
Nolan Oswald Dennis
(desenvolvido com Noa Mori)
jogo de composição
2020
Comissionado e produzido em nome do ifa (Institut für Auslandsbeziehungen)
> Is your house in order?
> Is their house in order?
> Is our house in order?
> Is my house in order?
(Variações de Bambara) 
 
Sobre o jogo:
 
a sun.black assume a forma de um jogo de composição generativo: um estudo procedimental em poética distribuída, onde cada afirmação fragmentada é montada a partir de pedaços, alienados e recolhidos. Inspirado por Black Sunlight  de Dambudzo Marechera e em On the Issue of Roles de Toni Cade Bambara, a sun.black é um protótipo digital para criar relações com arquivos amorfos e  indeterminados de: sonho de libertação Negra > que é sonho de libertação > que é sonho > que é libertação. 
 
a sun.black é uma longanimidade por nos dizer nada que já não saibamos.
 
Em outras palavras, um sol negro nasce e “é preciso estar em estado perpétuo de mudança, sem se apegar a quaisquer certezas”1. “Pode ser solitário. Certamente doloroso. Levará tempo. Nós temos tempo.”2

1.Dambudzo Marechera, entrevistado por Alle Lansu, fevereiro de 1986, em Flora Veit-Wild, Dambudzo Marechera: A Source Book on his Life and Work (Oxford: Hans Zell, 1992).
2.Toni Cade Bambara, “On the Issues of Roles” em Toni Cade Bambara (ed.), The Black Woman: An Anthology (Nova Iorque: The New American Library, 1970).
a whole, a joint, a fracture: take your time
Dior Thiam, George Demir, Luïza Luz and Mathias Becker
Consent Policy
Ruben Susanne Bürgam, Gertruda Gilyte, Théo Pożoga, Andi Teichmann
The Conversation
Marcel Heise, Yuyen Lin-Woywod, Zaidda Nursiti Kemal
Eine Reise zum perfekten Strand
(A Trip to the Perfect Beach)
Xiaoyu Tang & Sayaka Katsumoto
Uma questão de tempo … e outras coisas que não podem ser determinadas
Nelly Y. Pinkrah
Mercado Modelo
João Renato Orecchia Zúñiga
O Discurso é Realidade?
Michelle M. Wright
CAMPO VERDE – TERRA DOURADA
Asmaa Jama e Ibrahim Cissé